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Realismo na Mixagem Digital

Posted By: Alexey Rickmann On:


Realismo na Mixagem Digital

Quando vamos gravar em um estúdio contamos com equipamentos que, além de realizarem as funções para as quais foram criados, adicionam ao som características específicas relacionadas aos mecanismos e às peças eletroeletrônicas que os compõe. Alguns puristas podem dizer que tais distorções são ruins pela perda de fidelidade do som. Contudo, é exatamente assim que nos acostumamos a ouvir. Sem mencionar que determinadas “distorções” são adicionadas propositalmente para dar mais profundidade, vida, cola, realismo e aquecimento ao som, pois o som digital é limpo, linear e neutro.

No começo, a informática entrou na música para controlar e automatizar as grandes mesas dos estúdios de gravação. Já quando os computadores passaram a ter capacidade computacional para processar em tempo real as mixagens multicanais, programas foram desenvolvidos e o estúdio, que antes era enorme e dispendioso, começou a ser virtualizado. Os programas de mixagem, conhecidos como DAW (Diginal Audio Workstations), trabalhavam o som fielmente e não acrescentavam a mesma vibe que se tinha quando a gravação era feita em um bom estúdio. Mesmo os “plug-ins”, que são programas agregados às DAWs para fazer o trabalho dos módulos de efeito por exemplo, também eram lineares e não acrescentavam qualquer realismo ao som.

Com o tempo e o avanço dos computadores, os algoritmos nas programações dos “plug-ins” também melhoraram. E hoje encontramos uma série de efeitos virtuais avançados que virtualizam, simulam e emulam com precisão os equipamentos reais mais icônicos usados pelos melhores estúdios do mundo. Os “plug-ins” ainda podem ser processados nativamente, ou seja, pelo próprio processador do computador, ou por um equipamento externo dedicado, geralmente usando a tecnologia DSP (Digital Signal Processor), livrando assim o computador do trabalho pesado.

O processamento do sinal agora ganha uma complexidade absurda, e todos os pequenos detalhes passam a ser reproduzidos. Esses pequenos detalhes são conhecidos como artefatos dinâmicos não lineares, tais como: distorção harmônica, distorção de fase, saturação, diafonia, chiado etc. Agora, as mesas misturadoras e os racks de processamentos estão perfeitamente emulados. E mais que isso. As simulações ainda dão a possibilidade de ir além, colocando em suas programações mais opções, deixando a escolha de qual emulação fazer, uma mesa Nive ou um console SSL por exemplo, a critério do engenheiro de mixagem. E no final, acrescente à emulação uma máquina de tape e você terá as texturas de milhares de dólares em equipamentos dentro do seu computador.

Vídeos no site Maxima-Eleven.com, em Gallery.

Alexey Rickmann


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