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Alfa 11

Brasil // Brasília


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Biography


Na virada do milênio, o produtor e músico Alexey Rickmann, ainda trabalhando com um dos principais ritmos dos anos 80, o tecnopop, estilo musical que o incitou em 1988, percebeu que ainda havia algo a ser explorado. Sentia-se incompleto, fosse por falta de técnica, experiência, ou por estar desconcertado em meio a ideias que boleavam seus pensamentos e o faziam voltar repetidas vezes ao ponto de partida. Precisava buscar algo que preenchesse alguns espaços e desse um pouco de humanidade aos já definidos perfect beats do pop eletrônico. Aproveitando-se de um espírito transformador que preenchia a atmosfera na virada do milênio, Rickmann, ao fazer um retrospecto, percebeu que o som que faltava estava, na verdade, mais próximo do que imaginava.

Concebido em berço esplêndido, alternativo e experimentalista, meio eletrônico, meio elétrico, meio acústico, meio de tudo um pouco, a nova abordagem ganhou sentido e um nome: Alfa 11, uma homenagem ao pai de Rickmann que, quando mais jovem, havia servido no navio A-11, também conhecido como Alfa 11, ou Minas Gerais, o primeiro porta-aviões da Marinha do Brasil. A escolha do nome deu um ar de grandiosidade à banda, pois remete às características gigantescas de um colosso, tais como força, robustez e poder.

O projeto Alfa 11 começou misturando montagens “sampleadas”, gravações virtualizadas e letras em português. E foi exatamente aí que as influências de Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii se revelaram. Inspiradas em uma nova consciência global, as letras funcionaram bem. O som estava tomando forma e ficando com cara nova. Mesmo aos ouvidos leigos, que não avaliam a matemática envolvida, a agradável sensação de ouvir o som transforma um simples contato em uma experiência agradável multifacetada.

“Reverbera pelas entranhas uma espécie de consciência século XXI”. Esta frase, retirada do belo texto de Giselly Greene, escrito para o site Rock Brasília, descreve perfeitamente a dimensão do trabalho do Alfa 11, onde tudo se encaixa em uma verdadeira união dos mundos. O tecnopop e o rockpop, principais vertentes da banda, muitas vezes aparecem envolvidos com influências clássicas de rock ‘n’ roll e eletrorock, o que cria um ambiente ainda mais rico.

Alexey Rickmann (voz), Christian Jones (guitarra), Anderson Delan (bateria) e Gustavo Schor (baixo), formaram o Alfa 11 da era “fenixista”, conhecido por seu trabalho mais importante, o EP intitulado Fênix.

Essa união de estrelas começou no ano 2000, quando os músicos Rickmann e Jones tiveram seu primeiro contato por meio de um amigo em comum, o também músico e compositor Pedro Neto que, à época, se despedia de Brasília por motivos profissionais.

A primeira formação do Alfa contou ainda com a participação dos músicos Pablo Mirans (baixo) e Renner Sousa (bateria), participantes do primeiro CD, um EP com cinco faixas que apresentou a arte conceitual do projeto. Com cinco meses de vida, o disco Tudo Surge do Nada trouxe à tona hits, como Cinza Como o Céu e Nada, primeira música do novo projeto que, surpreendentemente, se tornou faixa de trabalho da banda, tocando em rádios como a Transamérica e Cultura FM, de Brasília. Posteriormente, Nada foi regravada em São Paulo contando com a participação de Eduardo Figueiredo (teclado) e a produção do maestro e compositor Fernando Bustamante. A música ficou por mais de dois anos nas listas das emissoras.

Em 23 de julho, 2002, por meio de um anúncio de jornal, entra na banda o baterista Gert Wolfgang, que acompanhou o Alfa por pouco tempo. Em seguida, a cozinha foi redecorada com a chegada de Anderson Delan (bateria) e Gustavo Schor (baixo), fechando, assim, a primeira fase da banda.

Hoje, Rickmann está publicando o seu livro, Hallovan: Origens Extraterrestres, e preparou para ele um CD. Aproveitando algumas canções antigas, introduzindo-as no contexto literal da obra por meio de referências, Rickmann, com a ajuda de Christian Jones, finalizou um disco de mesmo nome do livro que traz com os novos temas instrumentais algumas das melhores músicas da banda. E dizem as conversas de bastidores que o segundo livro, devidamente acompanhado de mais um álbum, já está a caminho. Vale a pena esperar para conferir.

Members


Alexey Rickmann (voz), Christian Jones (guitarra), Anderson Delan (bateria) e Gustavo Schor (baixo).

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